Menopausa

Saúde Óssea na Menopausa

Como proteger seus ossos hoje para preservar sua independência no futuro.

1 de julho, 2026

A saúde dos ossos costuma passar despercebida durante muitos anos.

Diferentemente da pele ou dos cabelos, os ossos não doem quando começam a perder massa óssea. Por isso, a osteoporose é frequentemente chamada de uma “doença silenciosa”.

Na menopausa, a queda dos níveis de estrogênio acelera esse processo, aumentando o risco de osteopenia, osteoporose e fraturas.

A boa notícia é que existem diversas estratégias capazes de reduzir esse risco e preservar a qualidade de vida por muitos anos.

O que acontece com os ossos na menopausa?

O estrogênio exerce um papel importante na manutenção da massa óssea.

Com sua redução, o organismo passa a perder osso mais rapidamente do que consegue formar.

Nos primeiros anos após a menopausa essa perda costuma ser mais intensa, tornando esse período especialmente importante para prevenção.

O que é osteopenia?

A osteopenia representa uma redução da densidade mineral óssea.

Ainda não é considerada osteoporose, mas indica maior risco de evolução caso não sejam adotadas medidas preventivas.

O que é osteoporose?

A osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição da resistência dos ossos, aumentando a probabilidade de fraturas, principalmente na coluna, quadril e punho.

Muitas mulheres descobrem a doença apenas após a primeira fratura.

Quais mulheres apresentam maior risco?

O risco pode ser maior em mulheres com:

  • menopausa precoce;
  • história familiar de osteoporose;
  • baixo peso corporal;
  • tabagismo;
  • consumo excessivo de álcool;
  • sedentarismo;
  • deficiência de cálcio ou vitamina D;
  • uso prolongado de corticoides;
  • algumas doenças crônicas.

Como posso prevenir a perda óssea?

Diversos hábitos ajudam a preservar a saúde dos ossos:

  • prática regular de atividade física, especialmente exercícios com impacto e fortalecimento muscular;
  • alimentação rica em cálcio;
  • níveis adequados de vitamina D;
  • manutenção do peso saudável;
  • evitar tabagismo;
  • reduzir consumo excessivo de álcool;
  • prevenção de quedas.

Preciso tomar cálcio?

Nem toda mulher precisa de suplementação.

O ideal é avaliar quanto cálcio é obtido pela alimentação antes de indicar suplementos.

Quando necessário, a suplementação deve ser orientada por um profissional de saúde.

E a vitamina D?

A vitamina D participa do metabolismo ósseo e auxilia na absorção do cálcio.

Sua suplementação deve ser individualizada, considerando exames laboratoriais, exposição solar e características clínicas de cada mulher.

Quando devo fazer uma densitometria óssea?

A densitometria óssea é um exame simples, indolor e de baixa exposição à radiação.

Ela pode ser indicada em diferentes situações, especialmente para mulheres após a menopausa que apresentam fatores de risco para osteoporose.

A necessidade do exame deve ser definida durante a avaliação médica individual.

A reposição hormonal protege os ossos?

Em mulheres com indicação para terapia hormonal, um dos benefícios é justamente a redução da perda de massa óssea e do risco de fraturas.

Entretanto, essa não é a única estratégia disponível.

Quando a terapia hormonal não é indicada, existem outras opções eficazes para prevenção e tratamento da osteoporose.

Quais alimentos são fontes de cálcio?

Algumas boas fontes incluem:

  • leite e derivados;
  • bebidas vegetais fortificadas;
  • sardinha com espinha;
  • tofu preparado com cálcio;
  • vegetais verde-escuros, como couve e brócolis;
  • sementes, castanhas e algumas leguminosas.

Uma alimentação equilibrada continua sendo a principal fonte desse nutriente.

O exercício físico realmente faz diferença?

Sim.

Os exercícios são um dos pilares da prevenção.

Atividades que estimulam músculos e ossos ajudam a manter a densidade mineral óssea, melhoram o equilíbrio e reduzem o risco de quedas e fraturas.

Mensagem final

Envelhecer com saúde significa preservar também a força e a independência.

Cuidar dos ossos durante a menopausa é um investimento na qualidade de vida das próximas décadas.

Com avaliação individualizada, hábitos saudáveis e acompanhamento adequado, é possível reduzir significativamente o risco de osteoporose e continuar vivendo com autonomia e segurança.

Dra. Camila Rios Bretas

Ginecologista | Menopausa e Climatério

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