Menopausa

Saúde Íntima e Sexualidade na Menopausa

Entenda as mudanças do seu corpo e saiba como preservar conforto, prazer e qualidade de vida.

1 de julho, 2026

A sexualidade faz parte da saúde da mulher em todas as fases da vida.

No entanto, durante a menopausa, muitas mulheres passam a conviver com sintomas íntimos que interferem no conforto, na autoestima e nas relações afetivas.

Dor, ressecamento, diminuição da lubrificação, infecções urinárias de repetição e alterações da libido são frequentes, mas não devem ser encarados como uma consequência inevitável do envelhecimento.

Hoje sabemos que existem diversas formas de prevenção e tratamento capazes de melhorar significativamente a qualidade de vida.

O que acontece com a região íntima na menopausa?

Com a redução dos níveis de estrogênio, a vulva, a vagina e o trato urinário passam por mudanças naturais.

Essas alterações podem incluir:

  • diminuição da lubrificação;
  • afinamento da mucosa vaginal;
  • perda da elasticidade;
  • alterações do pH vaginal;
  • redução da proteção natural contra infecções.

Essas mudanças fazem parte da chamada Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM).

O que é a Síndrome Geniturinária da Menopausa?

A SGM é um conjunto de sinais e sintomas relacionados à redução hormonal que afetam a vulva, a vagina e o trato urinário inferior.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • ressecamento vaginal;
  • ardor;
  • coceira;
  • sensação de irritação;
  • dor durante as relações sexuais;
  • diminuição da lubrificação;
  • urgência urinária;
  • aumento da frequência urinária;
  • infecções urinárias recorrentes.

É uma condição muito frequente e tratável.

É normal sentir dor durante a relação?

Não.

Embora a dor possa surgir durante a menopausa devido às alterações hormonais, ela nunca deve ser considerada “normal” ou algo que a mulher precise aceitar.

A dor merece investigação e tratamento adequado.

A libido sempre diminui?

Nem sempre.

O desejo sexual é influenciado por diversos fatores, como:

  • hormônios;
  • qualidade do sono;
  • saúde emocional;
  • relacionamento;
  • autoestima;
  • medicamentos;
  • doenças clínicas.

Cada mulher vivencia essa fase de forma única.

Existem tratamentos?

Sim.

O tratamento depende dos sintomas e das características de cada mulher.

Entre as possibilidades estão:

  • hidratantes vaginais;
  • lubrificantes durante as relações;
  • terapias hormonais locais, quando indicadas;
  • terapia hormonal sistêmica em mulheres selecionadas;
  • medicamentos não hormonais;
  • fisioterapia pélvica;
  • laser íntimo em situações específicas e após avaliação médica;
  • mudanças de hábitos e cuidados com a saúde geral.

O plano terapêutico deve ser individualizado.

O que é o laser íntimo?

O laser íntimo é uma opção terapêutica que pode ser considerada para algumas mulheres com sintomas relacionados à Síndrome Geniturinária da Menopausa.

Ele não substitui todos os tratamentos e não é indicado para todas as pacientes.

A decisão deve ser tomada após avaliação médica criteriosa, considerando sintomas, expectativas e as evidências científicas disponíveis.

Mulheres que tiveram câncer de mama também podem tratar esses sintomas?

Sim.

Embora alguns tratamentos hormonais possam não ser indicados para determinadas pacientes, existem alternativas eficazes que podem ajudar a aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Nesses casos, o acompanhamento deve ser individualizado e, quando necessário, realizado em conjunto com a equipe responsável pelo tratamento oncológico.

Quando devo procurar ajuda?

Procure avaliação médica se apresentar:

  • dor durante as relações;
  • ressecamento persistente;
  • infecções urinárias frequentes;
  • sangramento após a relação;
  • perda importante da libido associada a sofrimento;
  • qualquer sintoma íntimo que esteja comprometendo sua qualidade de vida.

Mensagem final

A saúde íntima faz parte da saúde da mulher.

Sentir conforto, bem-estar e prazer não deve ser encarado como um privilégio, mas como um aspecto importante da qualidade de vida.

A menopausa pode trazer mudanças, mas isso não significa abrir mão da sexualidade ou conviver com sintomas que possuem tratamento.

Informação, acolhimento e acompanhamento individualizado fazem toda a diferença.

Em resumo

  • ✓ Ressecamento e dor não são consequências que precisam ser aceitas.
  • ✓ A Síndrome Geniturinária da Menopausa é comum e possui tratamento.
  • ✓ Libido depende de múltiplos fatores, e não apenas dos hormônios.
  • ✓ Existem opções hormonais e não hormonais para diferentes situações.
  • ✓ A avaliação médica individualizada é fundamental para escolher o melhor tratamento.

Você sabia?

Estima-se que mais da metade das mulheres após a menopausa apresente algum sintoma relacionado à Síndrome Geniturinária da Menopausa. Apesar disso, muitas nunca comentam essas queixas durante a consulta por vergonha ou por acreditarem que fazem parte do envelhecimento. Conversar sobre saúde íntima é um passo importante para encontrar soluções e melhorar a qualidade de vida.

Converse com sua médica

Na sua próxima consulta, você pode perguntar:

  • Meus sintomas são compatíveis com a Síndrome Geniturinária da Menopausa?
  • Quais opções de tratamento são adequadas para o meu caso?
  • Posso utilizar terapia hormonal local?
  • O laser íntimo poderia ser uma opção para mim?
  • Existem medidas não hormonais que possam melhorar meu conforto e minha qualidade de vida?

Dra. Camila Rios Bretas

Ginecologista | Menopausa e Climatério

Menopausa Sem Fronteiras

“Porque saúde íntima também é qualidade de vida, onde quer que você esteja.”

Quer entender qual caminho faz mais sentido para o seu momento?

Agendar consulta online